Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

CREPÚSCULO

É hora. Chegou por fim o momento

Que me quebra o pensamento

De todo o real, que implora

Que grita, que brada ao vento

Servindo-me de alimento

Sem cessar a sua aurora

Céu que de nuvens se reveste

Despindo-o o vento de leste

Com vagar e sedução

E de ósculos em vão

Pelo Sol que não aquece.

Olho o laranja celeste.

Crepúsculo. De pai Adão

Ora que cai o Orvalho

São lágrimas que o céu emana

São pedaços de uma chama

Pousam em mim que não valho

Toda a dor que me inflama

E que me deixa em retalho,

Prostrando meu ser na lama.

Arde...Arde toda a minha alma

Sinto o sangue palpitar

E deixo de inspirar

Todo o ar que não me acalma

Sou homem que não tem palma

Sou monstro que quer rasgar

Sou o cruel despertar

De toda a sanguinária amálgama.

Vampiro sem ter perdão

Que bebe sem ter vontade

Sou crepúsculo que invade

O dia sereno e vão

Que esconde toda a verdade

De minha a transformação.

É hora... Não peço mais nada agora

O crepúsculo que acabe

E que irrompa a escuridão

Domingo, 18 de Novembro de 2007

Sonho que me invades

Sonho que me invades
Espalhas teu encanto
Enquanto não sabes
Que morte que trazes
É todo o meu pranto

Na noite caído
Em olhos escuros
fico sem sentido
Sucumbindo ao frio
Que apaga os meus muros

Espero que amanheça
E que a vida acorde
O que o sol aqueça
Tudo o que é promessa
Que em sufoco morre

Alva matinal
De conto de fadas
Tras-me ao palatal
Diz-me porque há mal
Em subir as escadas

E que em tentação
A noite terspassa
O meu coração

Sonho que me invades
Promete que trazes
Todo o teu perdão
Pra que em pó acabes
Desfeito na mão

Morte que me levas

Num mundo perdido, uma alma vagueia
Em noite gelada, encantando a morte
Espero o fim dos tempos junto á lua cheia
Pois posso partir sem que alguem se importe

Apaguei a luz do meu coração
Para ver as sombras os olhos fechei
Tentei caminhar sem pisar chão
Arrastando a mão no dorço da lei...

Reles destino... fatal pesadelo
Onde vende a alma, um homem, por sede
Sedutoramente, encantado e belo
O sangue vital que a morte não mede

Com pernas de barro eu corro nas pedras
Ficando em pedaços continuo o rumo
Sem olhar pra tras pisando nas regras

Toda a minha vida é muro sem prumo
Destroço meu ser enquanto não durmo
Não vou acordar...morte que me levas

Sábado, 3 de Novembro de 2007

Quem sou eu na escuridao
Mais um vulto de misterio
Sou apenas o meu proprio cemiterio

Sou a sombra de mim mesmo
Sou igual mas sou diferente
Sou o medo do meu subconsciente

Sinto a noite, sinto o frio
Sinto a Lua que me guia
Sinto o mundo como nunca o sentira

As trevas são o meu Ceu
Que respiram a questao
Mas afinal quem sou eu na esscuridao?

...talvez seja apenas eu.

Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007


Pensamento esvaziado num futuro

Utopia irreal descarregada no muro

Tantas as palavras que expressam sentimento

Tantas as canetas desgastadas pelo tempo

A escrita é uma forma de expressão

Ou a pura revolta de quem sabe dizer não

Olha á tua volta, estás descontente?

Até tu podes fazer um mundo diferente

Apenas um gesto, uma simples acção

É uma pequena luz que ilumina a escuridão

Pois é muito simples ser heroi por um dia

Tens O MUNDO NAS MÂOS, não destruas, mas cria.





Cria o teu mundo...usa a caneta.

Lua Cheia

Minha doce lua cheia
encendeia de atração
venenosa tentação
que me transforma em areia
do relógio em combustão

Chamas por mim toda a noite
sem que saibas, sem que sintas
fico preso á escuridão
não sinto sem tu sentires
não fico se tu partires
roubáste-me o coração

Tás tão longe, tão distante
embora eu te sinta em mim
minha doce lua cheia
escrever sem k te leia
é morrer...sem ver o fim

Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

Crónicas

Sedutora tentação de morte
Mortal Lilith, que estás sempre em mim
Infernal mágoa de um homem sem norte
Que agora nem a morte consegue pôr fim

Não tenho destino que apague o passasdo
Não tenho futuro que queime o presente
Sou o sangue que jorra de um coração destroçado
Sou a morte que leva uma alma inocente

Vagueio nas sombras da noite gelada
Tentando esconder aquilo que sou
Um vampiro que não suporta a luz da alvorada
E que pensa no sangue que a noite roubou

Passam anos muda o mundo, passa o tempo
E nada muda no meu mundo de tristeza
Sou eterno e eterno é o sofrimento
Que se eleva, porque o sangue é o alimento
Que faz das trevas uma forma de beleza...